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Don Guerino El Gaucho Tannat - Don Guerino - Espumantes do Sul

Don Guerino El Gaucho Tannat

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Perfil sensorial e ficha técnica

Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.

Notas de degustação - Don Guerino El Gaucho Tannat

Visual

Coloração vermelha grená intensa.

Aromas

Frutas negras, amoras, cerejas, figos, canela, especiarias, baunilha e leve tostado.

Paladar

Intensidade tânica equilibrada. Apresenta persistência, estrutura e corpo em perfeita harmonia.

Acidez
Corpo
Doçura
Complexidade

Ficha técnica - Don Guerino El Gaucho Tannat

Tipo Vinho Fino Tinto Seco
Método 9 meses em barricas de carvalho francês e americano
Uvas
  • Tannat
Região Serra Gaúcha
Volume 750ml
Temperatura 16 a 18°C
Harmonização
  • Carnes vermelhas assadas
  • Queijos estruturados
  • Massas com molhos intensos
Ocasião
  • Inverno
  • Outono
  • Jantar Especial
A palavra da curadoria

Nossa avaliação

sobre o Don Guerino El Gaucho Tannat

O Don Guerino El Gaucho Tannat se apresenta com uma coloração vermelha‑grená intensa, convidando o olhar para a sua profundidade. No nariz, notas de frutas negras, amoras e cerejas se entrelaçam com toques de figo, canela, especiarias e um leve baunilha tostado, criando um perfume envolvente e equilibrado. Na boca, a estrutura tânica harmoniosa sustenta um corpo robusto, mas com elegância, permitindo que a persistência e a complexidade se desdobrem em cada gole.

O vinho nasce de uma seleção cuidadosa da primeira parcela plantada em 2001 na região de Alto Feliz, na Serra Gaúcha. A vinificação emprega leveduras indígenas e inclui uma maceração pós‑fermentativa, seguida por nove meses de maturação em barricas de carvalho francês e americano. Esse processo confere ao El Gaucho uma textura rica e refinada, sem perder a vivacidade e a acidez equilibrada que caracterizam o Tannat.

Criado para celebrar a tradição gaúcha, o El Gaucho homenageia a cultura do churrasco e dos pampas latino‑americanos, refletindo a paixão da vinícola Don Guerino por produzir vinhos com personalidade e longevidade. Proveniente de solo argiloso profundo e altitude de 500 m, o rótulo traz a essência da Serra Gaúcha, oferecendo uma experiência que vai além da bebida, conectando o consumidor à história e ao terroir que inspiram cada garrafa.

Curadoria Espumantes do Sul
Selo da curadoria Espumantes do Sul
Para saber mais

Descrição do produto

EL GAUCHO TANNAT DE PARCELA
Vinícola Don Guerino - Alto Feliz/RS

O Don Guerino El Gaucho Tannat é um vinho cheio de simbolismos. Foi conceitualmente desenvolvido para harmonizar com churrasco, e daí advêm seu nome, uma homenagem a cultura gaúcha intrinsicamente associada aos pampas latino-americanos, e que por gerações aperfeiçoou a arte de assar a carne na brasa.

Foi elaborado a partir de uma seleção de parcela do primeiro (e mais antigo) vinhedo plantado no ano 2001 pela Don Guerino, em Alto Feliz/RS. Sua vinificação foi realizada com leveduras indígenas e contemplou uma maceração pós-fermentativa, seguida por uma maturação em carvalho francês e americano durante 9 meses. O resultado desse trabalho já rendeu frutos: foi o vinho tinto mais pontuado na Avaliação Nacional de Vinhos 2017.

 

 

Variedade:
Tannat 100%

 

Vinhedos:
Vinhedos próprios da região de Alto Feliz, Serra Gaúcha. 

 

Características dos vinhedos:
ALTITUDE: 500 metros
SISTEMA DE CONDUÇÃO: Espaldeira em Y.
ANO DO PLANTIO: 2001
Primeiro vinhedo da Don Guerino plantado em Alto Feliz/RS. Parcela N°1 de 1,5 hectares. Foram produzidas 11700 garrafas. 

 

Solo:
Solo argiloso e profundo.

 

Processo:
Seleção Manual dos cachos. Desengace dos cachos seguido de uma leve ruptura.
Enchimento dos tanques (encubado).
Fermentação Alcoólica com leveduras indígenas à temperatura controlada de 25 oC, com remontagens e delestages diários.
Maceração pós-fermentativa.
Descube por gravidade.
Fermentação malolática espontânea.
Passagem por 9 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Engarrafado sem filtrar.

 

Principais características:
Tannat de grande personalidade e de longo potencial de guarda. 

 

Notas de Degustação:
VISUAL: Coloração vermelha grená intensa.
NASAL: Aromas de frutas negras, amoras, cerejas, figos, canela, especiarias, baunilha e leve tostado.
BOCA: Intensidade tânica equilibrada. Persistência, estrutura e corpo em perfeita harmonia.

 

Prêmios:
Vinho tinto mais pontuado na Avaliação Nacional de Vinhos 2017.

A vinícola

Sobre a Don Guerino

A Vinícola Don Guerino é uma vinícola familiar de tradição trentina, fundada em 1880 e instalada em Alto Feliz, na Encosta Sul da Serra Gaúcha, com 60 hectares de vinhedos próprios a 450 m de altitude, e arquitetura contemporânea inaugurada em 2007.

Dedicada à produção de vinhos finos e espumantes de alta gama, oferece linhas Premium, Conceito, Reserva, Sinais e Espumantes — incluindo rótulos como Teroldego Origine 1880, Terroir Selection Chardonnay, além de espumantes Blanc de Blanc Nature, Cuvée Extra Brut e Rosé Charmat.

Descubra Don Guerino e viva experiências completas: tour guiado, degustação particular, restaurante, wine bar ao ar livre e wine store em estrutura moderna rodeada por belos vinhedos — tudo pensado para unir tradição familiar, inovação e hospitalidade no coração da Serra Gaúcha .

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Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.

Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?

O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.

Qual é o espumante mais seco?

O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.

Qual espumante é mais doce?

Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.

Qual espumante combina com churrasco?

O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.

Qual espumante combina com bolo?

Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.

Qual espumante escolher para casamento?

A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.

Quantas taças rende uma garrafa?

Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.

Quantas garrafas comprar para uma festa?

Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.

Qual é a temperatura ideal?

Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.

Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?

Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.

Espumante vence?

Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.

Espumante pode ser guardado?

Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).

Como abrir corretamente?

Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).

Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?

No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).

O que significa Nature?

É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.

O que é perlage?

O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.

O Brasil produz bons espumantes?

Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.

Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?

Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).

Qual taça deve ser usada?

A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).

Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?

Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.

Existe espumante brasileiro sem álcool?

Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.

Qual espumante é indicado para iniciantes?

Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.

Mitos e verdades

Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.

“Espumante é somente para comemorações.”

Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.

“Espumante doce é de qualidade inferior.”

Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.

“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”

Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.

“Quanto mais borbulhas, melhor.”

Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.

“Todo espumante melhora com o tempo.”

Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).

“Espumante combina apenas com sobremesas.”

Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).

“Espumante deve ser servido quase congelado.”

Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.

“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”

Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.

“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”

Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.

“Brut significa totalmente sem açúcar.”

Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).

“Rosé é necessariamente doce.”

Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.

“Moscatel serve apenas para sobremesas.”

Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.

“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”

Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).