Valmarino Reserva de Família 7a Edição 2015
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*Sujeito à alteração sem aviso prévio
Valmarino Reserva de Família 7a Edição 2015

Perfil sensorial e ficha técnica
Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.
Notas de degustação - Valmarino Reserva de Família 7a Edição 2015
Coloração rubi escura violácea, límpido e brilhante.
Complexo com notas frutadas em harmonia com especiarias, geléias, compotas, chocolate, café, melaço e tostagem das barricas.
Na boca demonstra seu potencial e profundidade, com uma acidez correta e com taninos longos e de característica adocicadas, que remetem a uma persistência duradoura, complexa e muito elegante.
Ficha técnica - Valmarino Reserva de Família 7a Edição 2015
- Cabernet Franc
- Merlot
- Tannat
- Cabernet Sauvignon
- Massas condimentadas
- Risoto de funghi
- Carnes vermelhas
- Queijos fortes
- Embutidos
- Carnes de caça
- Inverno
- Outono
- Jantar Especial
Nossa avaliação
sobre o Valmarino Reserva de Família 7a Edição 2015
Descrição do produto
O Vinho Valmarino Reserva da Família é um vinho que esbanja aromas de frutas maduras caramelizadas, especiarias e tostado agradáveis.
Composição: Cabernet Franc (40%) Merlot (10%) Tannat (20%) Cabernet Sauvignon (30%).
Graduação alcóolica: 13,5%
Produção limitada: 3419 garrafas
Guarda: 10-12 anos
Região: Pinto Bandeira / Serra Gaúcha - RS.
Tipo: Seco.
FICHA TÉCNICA VINHO FINO TINTO RESERVA DA FAMÍLIA SAFRA 2015 – 7ª EDIÇÃO
-Seleção das uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot ainda no vinhedo;
-Recepção das uvas em separado, desengace e breve esmagamento;
-Adição de metabissulfito, enzimas e levedura para a fermentação alcoólica, a temperatura controlada entre 25 a 30ºC por 12 dias em média conforme a variedade de uva;
-Descuba e prensagem do bagaço;
-Os vinhos ficam em tanques fechados com a presença de batoque hidráulico para a realização completa da fermentação malolática por aproximadamente 30 dias;
-Realizada a 1ª trasfega com correção do metabissulfito;
-Os vinhos ficaram em tanques de aço inox por 2 anos em processo de maturação e breve envelhecimento;
-Em sequência os vinhos foram cortados na seguinte proporção: Cabernet Franc 40%, Cabernet Sauvignon 30%, Tannat 20% e Merlot 10%.
-Todo o vinho foi levado para envelhecimento em barricas novas de carvalho americano de forte tostagem por um período de 18 meses;
-Descansou no tanque por mais 20 dias onde recebeu uma breve estabilização tartárica;
-Engarrafamento em 30 de Janeiro de 2019 de 3.419 garrafas.
- Empilhamento das garrafas em adega de pedra basalto a uma temperatura média de 18° Celsius.
-Lançamento e início da comercialização em 22 de Fevereiro de 2019.
Dados analíticos:
-Àlcool: 13,5% vol.
-pH: 3,70
-Acidez: 82 meq/l
-Extrato seco: 33 g/l
Considerações e particularidades:
- Uvas próprias produzidas em Pinto Bandeira.
- Vinho elaborado somente em safras especiais quando as uvas apresentam alto grau de maturação.
- Esta é a 7ª edição deste vinho elaborado para ser o mais representativo do TERROIR da VALMARINO da safra 2015, portanto um vinho exclusivo e único.
- Produção limitada de 3.419 garrafas de 750 ml todas numeradas.
- Tempo de guarda estimado a partir do lançamento em 22/2/19 é de 8 a 10 anos em condições ideais de armazenagem ( deitado , no escuro a uma temperatura de 15 a 18ºC e umidade até 80%)
- Comercializado em caixas de madeira com 6 garrafas deitadas.
Notas de degustação do enólogo:
-Este blend apresenta uma coloração rubi escura violácea, límpido e brilhante. No aroma é complexo com notas frutadas em harmonia com as notas de especiarias, geléias, compotas, chocolate, café, melaço e de tostagem das barricas. Na boca demonstra seu potencial e profundidade, com uma acidez correta e com taninos longos e de característica adocicadas, que remetem a uma persistência duradoura, complexa e muito elegante.
Um vinho que apresenta uma harmonia e equilíbrio para agradar aos paladares mais exigentes.
Dicas de harmonização e acompanhamento:
-Massas condimentadas, risoto de funghi, carnes vermelhas em geral, queijos fortes, embutidos e preferencialmente com carnes de caça.
Temperatura de consumo:
-De 16 a 20° Celsius.
Marco Antonio Salton

A Vinícola Valmarino nasceu da determinação de Orval Salton, enólogo formado em Mendoza e estudioso das variedades viníferas europeias, que em 1978 adquiriu uma propriedade de 24 hectares em Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, e plantou ali o primeiro vinhedo de Cabernet Franc da região. A vinícola foi fundada oficialmente em 1997, com os filhos Marco Antônio, Guilherme e Rodrigo como sócios, e leva no nome uma homenagem às origens da família: Cison di Valmarino, município da região do Vêneto, na Itália.
Hoje, com 21 hectares cultivados e 18 variedades viníferas, a Valmarino produz vinhos e espumantes com identidade clara, ancorados no terroir de Pinto Bandeira — território reconhecido pela Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira. A parceria com o californiano Nathan Churchill, iniciada em 2006, ampliou o alcance da vinícola e consolidou rótulos de produção limitada que figuram entre os tintos varietais mais respeitados do Brasil.
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.
Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?
O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.
Qual é o espumante mais seco?
O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.
Qual espumante é mais doce?
Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.
Qual espumante combina com churrasco?
O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.
Qual espumante combina com bolo?
Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.
Qual espumante escolher para casamento?
A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.
Quantas taças rende uma garrafa?
Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.
Quantas garrafas comprar para uma festa?
Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.
Qual é a temperatura ideal?
Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.
Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?
Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.
Espumante vence?
Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.
Espumante pode ser guardado?
Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).
Como abrir corretamente?
Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).
Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?
No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).
O que significa Nature?
É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.
O que é perlage?
O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.
O Brasil produz bons espumantes?
Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.
Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?
Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).
Qual taça deve ser usada?
A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).
Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?
Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.
Existe espumante brasileiro sem álcool?
Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.
Qual espumante é indicado para iniciantes?
Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.
Mitos e verdades
Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.
“Espumante é somente para comemorações.”
Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.
“Espumante doce é de qualidade inferior.”
Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.
“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”
Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.
“Quanto mais borbulhas, melhor.”
Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.
“Todo espumante melhora com o tempo.”
Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).
“Espumante combina apenas com sobremesas.”
Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).
“Espumante deve ser servido quase congelado.”
Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.
“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”
Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.
“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”
Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.
“Brut significa totalmente sem açúcar.”
Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).
“Rosé é necessariamente doce.”
Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.
“Moscatel serve apenas para sobremesas.”
Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.
“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”
Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).