Valmarino XXVI Cabernet Franc
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Valmarino XXVI Cabernet Franc

Perfil sensorial e ficha técnica
Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.
Notas de degustação - Valmarino XXVI Cabernet Franc
Vermelho rubi, Brilhante, Límpido, Reflexos violáceos
Amadeirado, Café, Chocolate preto, Cravo, Especiarias, Frutado, Pimenta
Elegante, equilibrado, encorpado, taninos macios e aveludados
Ficha técnica - Valmarino XXVI Cabernet Franc
- Cabernet Franc
- Carnes em geral
- Queijos maduros
- Massas condimentadas
- Pratos picantes
- Inverno
- Outono
- Jantar Especial
Nossa avaliação
sobre o Valmarino XXVI Cabernet Franc
Descrição do produto
Valmarino XXVI Cabernet Franc.
A Cabernet Franc é considerada a casta emblemática da Vinícola Valmarino, em virtude de ser a primeira variedade de uva cultivada em 1978 nos vinhedos de Pinto Bandeira - RS por Orval Salton, seu fundador. Este vinho leva a numeração romana em seu rótulo, sendo considerado edição comemorativa ao aniversário da vinícola e produzido somente em safras especiais.
Os anos de produção deste varietal foram: 2002, 2004, 2005, 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019,2020 e 2021.
Tipo: Vinho tinto seco
Varietal: Cabernet Franc
Terroir: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Valmarino
País: Brasil
Safra: Consulte
Teor alcoólico: 14%
Temperatura de serviço: 16 a 18°C
Volume: 750 ml
Maturação: 16 meses em carvalho americano
Potêncial de guarda: 10 anos
Análise Sensorial
Visual: Vermelho rubi, Brilhante, Límpido, Reflexos violáceos.
Olfativo: Amadeirado, Café, Chocolate preto, Cravo, Especiarias, Frutado, Pimenta.
Gustativo: Elegante, equilibrado, encorpado, taninos macios e aveludados.
Harmonização: carnes em geral, queijos maduros, massas condimentadas e pratos picantes.
Premiações:
-Orval Salton (2002)- Melhor Cabernet Franc Brasileiro (pelo Guia ABS/SP 2004)
-X Avaliação Nacional de Vinhos em 14 de setembro de 2002. Safra 2012 selecionado como representativo da safra na categoria (entre os 16).
-Revista Vinho Magazine - Vinho Tinto Cabernet Franc 2002 - 2 estrelas - Edição n°: 47.
-Medalha de Bronze - Orval Salton (2002) – Concurso San Francisco “Wine Competition 2004, Califórnia – U.S.A)
-Medalha de Duplo Ouro - Orval Salton (2002) - ( Concurso Internacional “La Mujer Elige2004”, Mendoza , Argentina
-Medalha de Duplo Ouro - Orval Salton (2002) - ( Concurso Internacional “La Mujer Elige2004”, Mendoza , Argentina
-XIII Avaliação Nacional de Vinhos em 14 de setembro de 2005. Safra 2005 selecionado como representativo da safra na categoria (entre os 16, sendo a maior pontuação)
-Gran Ouro. Safra 2005 Ano X - 7º Concurso Mundial de Bruxellas – Edição Brasil, realizado entre 09 e 11 de setembro, no Município de São Joaquim – SC.
-Medalha de Prata –Edição Especial 10 Anos- Concurso Mundial de Bruxelas 2008
-XVI Avaliação Nacional de Vinhos em 25 de Setembro de 2008. Safra 2008 selecionado entre os 16 melhores vinhos da safra.
-XVII Avaliação Nacional de Vinhos em 25 de Setembro de 2010. Safra 2010 selecionado entre os 16 melhores vinhos da safra.
-Medalha de Prata – Safra 2005. Edição Especial 10 Anos- V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2010
-XVIII Avaliação Nacional de Vinhos em 25 de Setembro de 2011. Safra 2011 selecionado entre os 16 melhores vinhos da safra
-Medalha de Ouro – Safra 2011 - Brazil Wine Chalenge 2014 - Vale dos Vinhedos – RS
-Medalha de Grande Ouro – Safra 2011 - Concours Mondial Bruxelles 2014 – Costão do Santinho – SC.
-Medalha de Prata- Ano XIII Safra 2008- Concurso Mundial de Bruxelas- Edição Brasil 2011.
-Melhor Tinto Nacional – Safra 2012 – TOP TEN 2015 (Expovinis Brasil)
-Medalha de Ouro – Safra 2013 - Brazil Wine Chalenge 2016 - Vale dos Vinhedos – RS
-XXIII Avaliação Nacional de Vinhos em 26 de setembro de 2015. Safra 2015 selecionado como representativo da safra na categoria.
-91 pontos (1º colocado) – Safra 2015 – Degustação de Cabernet Franc – Revista Bom Vivant 2017
-Medalha de Ouro – Safra 2015 - Brazil Wine Chalenge 2018 - Vale dos Vinhedos – RS
-Medalha de Ouro – Safra 2016 – Cabernet Franc CHURCHILL - Grande Prova de Vinhos do Brasil 2017 – Rio de Janeiro - RJ
-XXV Avaliação Nacional de Vinhos em 29 de setembro de 2018. Safra 2018 selecionado como representativo da safra na categoria (entre os 16).
-Melhor Cabernet Franc da categoria – Safra 2016 – Guia Adega 2018/2019.
-Medalha DUPLO OURO - 92 pontos + Campeão da categoria Tinto Cabernet Franc - Cabernet Franc ANO XXI - Safra 2016 – Grande Prova Vinhos do Brasil 2019.
-Medalha de Ouro - Cabernet Franc - Cabernet Franc ANO XXII - Safra 2017 – Grande Prova Vinhos do Brasil 2019.
-Medalha Grand Gold + Melhor Cabernet Franc da categoria - 92,2 pontos - Cabernet Franc ANO XXII - Safra 2017 – Wines of Brazil 2019.
-XXVI Avaliação Nacional de Vinhos em 29 de setembro de 2019. Safra 2018 selecionado como representativo da safra na categoria (entre os 16).
-Medalha Grand Gold – Cabernet Franc ANO XXIII – Safra 2018 – Wines of Brazil Awards 2020
-Medalha de Ouro - Cabernet Franc ANO XXIII – Safra 2018 – 10º Brazil Wine Challenge 2020.
-Medalha Grand Gold- 91 pontos – Cabernet Franc ANO XXIV – Safra 2019 – Wines of Brazil Awards 2021.

A Vinícola Valmarino nasceu da determinação de Orval Salton, enólogo formado em Mendoza e estudioso das variedades viníferas europeias, que em 1978 adquiriu uma propriedade de 24 hectares em Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, e plantou ali o primeiro vinhedo de Cabernet Franc da região. A vinícola foi fundada oficialmente em 1997, com os filhos Marco Antônio, Guilherme e Rodrigo como sócios, e leva no nome uma homenagem às origens da família: Cison di Valmarino, município da região do Vêneto, na Itália.
Hoje, com 21 hectares cultivados e 18 variedades viníferas, a Valmarino produz vinhos e espumantes com identidade clara, ancorados no terroir de Pinto Bandeira — território reconhecido pela Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira. A parceria com o californiano Nathan Churchill, iniciada em 2006, ampliou o alcance da vinícola e consolidou rótulos de produção limitada que figuram entre os tintos varietais mais respeitados do Brasil.
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.
Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?
O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.
Qual é o espumante mais seco?
O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.
Qual espumante é mais doce?
Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.
Qual espumante combina com churrasco?
O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.
Qual espumante combina com bolo?
Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.
Qual espumante escolher para casamento?
A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.
Quantas taças rende uma garrafa?
Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.
Quantas garrafas comprar para uma festa?
Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.
Qual é a temperatura ideal?
Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.
Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?
Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.
Espumante vence?
Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.
Espumante pode ser guardado?
Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).
Como abrir corretamente?
Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).
Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?
No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).
O que significa Nature?
É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.
O que é perlage?
O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.
O Brasil produz bons espumantes?
Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.
Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?
Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).
Qual taça deve ser usada?
A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).
Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?
Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.
Existe espumante brasileiro sem álcool?
Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.
Qual espumante é indicado para iniciantes?
Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.
Mitos e verdades
Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.
“Espumante é somente para comemorações.”
Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.
“Espumante doce é de qualidade inferior.”
Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.
“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”
Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.
“Quanto mais borbulhas, melhor.”
Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.
“Todo espumante melhora com o tempo.”
Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).
“Espumante combina apenas com sobremesas.”
Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).
“Espumante deve ser servido quase congelado.”
Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.
“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”
Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.
“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”
Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.
“Brut significa totalmente sem açúcar.”
Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).
“Rosé é necessariamente doce.”
Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.
“Moscatel serve apenas para sobremesas.”
Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.
“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”
Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).