Casa Valduga Sur Lie Espumante Nature
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Casa Valduga Sur Lie Espumante Nature

Perfil sensorial e ficha técnica
Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.
Notas de degustação - Casa Valduga Sur Lie Espumante Nature
Amarelo-palha e naturalmente turvo, devido à presença de leveduras na garrafa.
Complexo e elegante, com notas de amêndoas provenientes da maturação e frutas tropicais frescas.
Seco e perfeitamente equilibrado, combina acidez vibrante com cremosidade, apresentando um final fino com nuances amendoadas.
Ficha técnica - Casa Valduga Sur Lie Espumante Nature
- Chardonnay
- Pinot Noir
- Pratos condimentados
- Carnes brancas
- Pizzas
- Primavera
- Verão
- Celebração
Nossa avaliação
sobre o Casa Valduga Sur Lie Espumante Nature
Descrição do produto
O Casa Valduga Sur Lie Nature Branco entrega uma experiência diferente do espumante “tradicional”: na taça, aparece amarelo-palha e naturalmente turvo, já que mantém as leveduras na garrafa. No nariz, mostra complexidade e elegância, equilibrando amêndoas (da maturação) com frutas tropicais frescas. Em boca, é seco (Nature) e perfeitamente equilibrado, combinando acidez/frescor com cremosidade, e um final fino que volta às nuances amendoadas. Vai muito bem com pratos condimentados, carnes brancas e pizzas — ótima pedida para quem quer algo gastronômico e fora do comum.
Produzido pelo Método Tradicional, este espumante não passa por dégorgement (não há retirada das borras) e, por isso, também não recebe dosagem pós-dégorgement: ele segue em autólise com as leveduras e continua evoluindo enquanto a garrafa permanece fechada — você define o momento de interromper essa evolução na abertura. A base passa por fermentação controlada, contato com borras finas e assemblage com 10% de vinhos em carvalho francês por 10 meses; depois ocorre a segunda fermentação em garrafa e a maturação mínima de 30 meses sur lie. Para servir, mantenha bem gelado (6 a 8°C) e, se quiser uma taça mais límpida, deixe a garrafa em pé alguns minutos antes de abrir; se preferir mais textura, pode servir incorporando suavemente parte das leveduras.
Ficha técnica
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Produto: Espumante 30 Meses Sur Lie – Nature Branco
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Safra: N/S – Produto não safrado (NV)
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Volume: 750 ml
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Tipo: Espumante Nature Branco
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Uvas: Chardonnay e Pinot Noir
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Maturação: mínima de 30 meses em cave + evolução até abertura da garrafa
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Terroir: Vale dos Vinhedos
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Maturação parcial: 10% em barricas de carvalho francês
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Temperatura de serviço: 6º a 8ºC
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Guarda: até 8 anos (em condições adequadas para plena evolução)
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Harmonização: pratos condimentados, carnes brancas e pizzas
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Reconhecimentos: 93 pontos (Guia Descorchados | Chile | 2021) | Gran Ouro (Wines of Brazil Awards | 2020) | 93 pontos (Guia Descorchados | Chile | 2022)
Viticultura
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Clone Varietal: Chardonnay Entav 95 | Pinot Noir Entav 777
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Porta enxerto: Paulsen 1103 | 3309
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Terroir: Vale dos Vinhedos
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Inclinação do solo entre 25° e 35° – Exposição leste, nordeste e norte
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Solo: argiloso, bem drenados e de média profundidade
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Densidade/ha Chardonnay: 4.000 | Pinot Noir: 4.000
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Tipo de Poda Chardonnay: Guyot | Pinot Noir: Guyot
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Carga de Gemas/ha Chardonnay: 40.000 | Pinot Noir: 40.000
Vinificação
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Elaboração pelo Método Tradicional
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Elaboração do vinho base: seleção final dos cachos; prensagem direta descontínua e delicada em atmosfera inerte; limpeza estática do mosto; fermentação por leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae; fermentação alcoólica a 15º–16ºC; conservação do vinho base sobre borras finas com batonnage; assemblage com 10% de vinhos em barrica de carvalho francês de baixa tostagem por 10 meses; estabilização tartárica a frio por 1 semana a -5ºC; filtração.
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Tomada de espuma: adição do licor de tiragem com inóculo de leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae esp. bayanus; envase; segunda fermentação na própria garrafa a 12ºC por 45 dias; maturação por 30 meses sur lie (autólise) – temperatura média da cave 16ºC.
Laudo analítico
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Álcool: 12,5%
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Acidez Total: 82,9 meq/L de ácido tartárico
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Acidez Volátil: 2,8 meq/L de ácido acético
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Açúcares totais em glicose: 1,3 g/L
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pH: 3,24
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SO₂ Total | Livre: 63,4 mg/L | 4,9 mg/L
Sobre a Vinícola
A Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves/RS), é uma vinícola familiar que une tradição e técnica moderna, reconhecida também por ter sido pioneira no enoturismo na região. A história da família no local remonta à imigração italiana de 1875, e o projeto ganhou força com gerações seguintes, mantendo o cuidado artesanal aliado a investimentos em qualidade — assinatura clara em rótulos como este Sur Lie, feito para quem busca autenticidade e evolução em garrafa.

A Vinícola Casa Valduga é uma das instituições mais consolidadoras da viticultura brasileira, com raízes fincadas no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, desde 1875, e referência no enoturismo nacional. Pioneira no setor, oferece um complexo com pousada, restaurantes, caves históricas e experiências imersivas que fazem da visita uma verdadeira jornada pelo mundo do vinho.
Os vinhos e espumantes Casa Valduga conquistam reconhecimento internacional, com destaque para rótulos como Villa‑Lobos Cabernet Sauvignon, Storia Merlot e o premiado Espumante 130 Blanc de Blanc. Avaliados entre os melhores do país e produzidos com tecnologia moderna e tradição familiar, seus produtos unem elegância, consistência e conexão com o terroir.
Descubra a Casa Valduga e viva experiências únicas de degustação, cursos, piqueniques e muito mais, em uma vinícola que combina autenticidade, inovação e liderança no mercado, sendo a primeira brasileira entre as 100 melhores do mundo para visitar.
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.
Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?
O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.
Qual é o espumante mais seco?
O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.
Qual espumante é mais doce?
Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.
Qual espumante combina com churrasco?
O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.
Qual espumante combina com bolo?
Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.
Qual espumante escolher para casamento?
A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.
Quantas taças rende uma garrafa?
Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.
Quantas garrafas comprar para uma festa?
Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.
Qual é a temperatura ideal?
Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.
Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?
Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.
Espumante vence?
Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.
Espumante pode ser guardado?
Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).
Como abrir corretamente?
Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).
Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?
No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).
O que significa Nature?
É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.
O que é perlage?
O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.
O Brasil produz bons espumantes?
Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.
Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?
Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).
Qual taça deve ser usada?
A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).
Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?
Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.
Existe espumante brasileiro sem álcool?
Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.
Qual espumante é indicado para iniciantes?
Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.
Mitos e verdades
Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.
“Espumante é somente para comemorações.”
Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.
“Espumante doce é de qualidade inferior.”
Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.
“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”
Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.
“Quanto mais borbulhas, melhor.”
Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.
“Todo espumante melhora com o tempo.”
Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).
“Espumante combina apenas com sobremesas.”
Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).
“Espumante deve ser servido quase congelado.”
Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.
“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”
Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.
“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”
Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.
“Brut significa totalmente sem açúcar.”
Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).
“Rosé é necessariamente doce.”
Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.
“Moscatel serve apenas para sobremesas.”
Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.
“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”
Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).