Casa Perini Black Safira Espumante Extra Brut
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Casa Perini Black Safira Espumante Extra Brut

Perfil sensorial e ficha técnica
Entenda o estilo do rótulo em poucos segundos: primeiro as notas de degustação, depois os dados técnicos para comparar uva, origem, serviço e harmonizações.
Notas de degustação - Casa Perini Black Safira Espumante Extra Brut
Coloração amarelo palha com reflexos esverdeados e perlage intenso e persistente com boa formação de coroa de espuma.
Perfil predominantemente frutado com notas de abacaxi, pera, maçã seca e fundo de avelã, evoluindo para notas sutis de pão fresco.
Entrada agradável e fresca, com acidez moderada que equilibra sem agredir, bom volume e untuosidade que dá corpo ao conjunto. Final longo com retrogosto amanteigado.
Ficha técnica - Casa Perini Black Safira Espumante Extra Brut
- Chardonnay
- Castanhas, nozes e amêndoas torradas
- Queijos e fiambres de cura média
- Peixes e carnes brancas com molhos moderados
- Galeto ao primo canto
- Primavera
- Verão
- Celebração
- Jantar Especial
Nossa avaliação
sobre o Casa Perini Black Safira Espumante Extra Brut
Descrição do produto
Espumante Casa Perini Black Safira Extra Brut
O Black Safira se apresenta com coloração amarelo palha e reflexos esverdeados, sinal de juventude e frescor. O perlage é intenso e persistente, com boa formação de coroa de espuma — indício de uma tomada de espuma bem conduzida. No nariz, o aroma é fino e elegante, de perfil predominantemente frutado: abacaxi e pera aparecem primeiro, seguidos de maçã seca e um fundo discreto de avelã. Com alguns minutos na taça, ganham espaço as notas sutis de pão fresco, resultado direto do tempo que o espumante permanece em contato com as borras. Em boca, a entrada é agradável e fresca, com acidez moderada que equilibra sem agredir, bom volume e uma untuosidade que dá corpo ao conjunto. O final é longo, com retrogosto amanteigado que sustenta a sensação de vinho gastronômico, feito para acompanhar comida — não apenas para o brinde.
A origem está no Vale Trentino, em Farroupilha, onde os vinhedos crescem em solo argilo-arenoso e são formados com mudas certificadas. A densidade de plantio é de 3.500 plantas por hectare, com produção limitada a 8 toneladas por hectare e condução em espaldeira em forma de Y — um sistema que favorece a exposição das uvas e a maturação uniforme. A colheita é manual. Na cantina, os cachos inteiros passam por seleção manual e prensagem direta, técnica que extrai um mosto mais limpo e delicado. A fermentação do vinho base ocorre com leveduras selecionadas a 16 °C, temperatura controlada que preserva os aromas frutados. O vinho base é integralmente Chardonnay. A tomada de espuma é feita pelo método Charmat, em que a segunda fermentação acontece em tanque de aço inox pressurizado, e o espumante permanece 6 meses sobre as borras — período que caracteriza o estilo Charmat Longo e agrega cremosidade, textura e as notas de panificação que o diferenciam de um Charmat convencional.
À mesa, sirva entre 6 °C e 8 °C, preferencialmente em taça tulipa, que concentra os aromas melhor que a flûte tradicional. O perfil Extra Brut, com apenas 5,0 g/L de açúcar residual, pede pratos salgados e de intensidade média. Combina com castanhas, nozes e amêndoas torradas como aperitivo; queijos e fiambres de cura média, como um pecorino jovem ou presunto cru; peixes e carnes brancas temperados com ervas ou em molhos de intensidade moderada, como um linguado ao alecrim ou frango ao molho de mostarda. Na cozinha da Serra Gaúcha, vai bem com uma tábua de queijo Serrano acompanhada de salame colonial, com galeto ao primo canto servido com polenta, e sustenta até cortes de carne vermelha mais magros. É um espumante versátil para almoços longos, jantares de família e celebrações em que a garrafa acompanha a refeição inteira.
Ficha Técnica
- Tipo: Espumante Natural Branco Extra Brut
- Uva: Chardonnay (100%)
- Região: Vale Trentino – Farroupilha/RS – Brasil
- Safra: Não safrado
- Teor alcoólico: 12,0 %
- Açúcar residual: 5,0 g/L
- pH: 3,3
- Método: Charmat Longo — 6 meses sobre as borras
- Temperatura de serviço: 6 °C a 8 °C
- Volume: 750 ml (caixas com 6 garrafas)
A Casa Perini nasceu em 1929, em Santos Anjos, no Vale Trentino, distrito de Farroupilha (RS). O nome do vale não é acaso: a região foi ocupada por famílias vindas do Trentino, no norte da Itália, que trouxeram a cultura da uva e do vinho para a Serra Gaúcha e ali encontraram condições de clima e relevo que permitiram continuar. Quase um século depois, a vinícola mantém a estrutura familiar e um trabalho de vinhedo bastante controlado — mudas certificadas, densidade e produtividade definidas por hectare, colheita manual — que sustenta a regularidade dos seus rótulos safra após safra. Dentro do portfólio, a linha Black Safira ocupa o espaço dos espumantes mais estruturados e gastronômicos, feitos com Chardonnay puro e tempo prolongado sobre borras. Leve para a sua taça a tradição do Vale Trentino — disponível agora na Espumantes do Sul.
A Vinícola Casa Perini é uma referência no Vale Trentino, em Farroupilha, desde 1929, quando João Perini, filho de imigrantes italianos, começou a produzir vinhos no porão de sua casa. Desde então, evoluiu para uma super cooperativa familiar, aliando tradição, tecnologia moderna e profundo respeito ao meio ambiente.
A marca se destaca pela qualidade de seus vinhos e espumantes premiados, com destaque mundial para o Espumante Casa Perini Moscatel, eleito um dos melhores do mundo na sua categoria. A linha Vintage — que inclui Brut, Rosé de Noir, Blanc de Blanc, Blanc de Noir e Moscatel — oferece experiências sensoriais refinadas, com borbulhas delicadas e perfil aromático complexo. A produção geodésica e o uso de madeira em vinhos diferenciados, como o Brut Barriqué de Chardonnay, realçam sabores como baunilha e frutas secas.
Além dos produtos, a Casa Perini proporciona vivências completas em seu complexo: tours guiados, degustações premium, restaurante Beatrice by Q, piqueniques, bike tours e experiências personalizadas. É o encontro da tradição familiar, inovação enológica e hospitalidade serrana, perfeito para quem busca sabor, cultura e conexão com a Serra Gaúcha.
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre escolha, consumo, harmonização e conservação.
Qual é a diferença entre Brut e Moscatel?
O Brut é um espumante seco (8,1 a 15 g/L de açúcar), de duas fermentações, com 10–13% de álcool. O Moscatel é adocicado (mínimo 20 g/L de açúcar natural da uva), elaborado pelo método Asti em fermentação única, com álcool mais leve (7–10%) e aromas intensos de uva e flores.
Qual é o espumante mais seco?
O Nature, com até 3 g/L de açúcar residual — praticamente nenhuma dosagem.
Qual espumante é mais doce?
Na classificação legal, a categoria Doce (acima de 60 g/L). No dia a dia brasileiro, o Moscatel é o doce mais popular.
Qual espumante combina com churrasco?
O Brut Rosé é o mais indicado: fruta vermelha e acidez para linguiça, frango e cortes suínos. Para cortes bovinos intensos, rosés estruturados ou Blanc de Noirs.
Qual espumante combina com bolo?
Bolos e doces pedem Moscatel ou Demi-Sec — o espumante deve ser tão ou mais doce que a sobremesa.
Qual espumante escolher para casamento?
A combinação clássica: Brut para recepção e brinde (agrada à maioria) e Moscatel para a mesa de doces e o bolo. Calcule as quantidades no capítulo 16.
Quantas taças rende uma garrafa?
Uma garrafa de 750 ml rende 5 a 6 taças de 120–150 ml.
Quantas garrafas comprar para uma festa?
Regra rápida: meia garrafa por pessoa em festas com outras bebidas; 1 garrafa para cada 5–6 pessoas se for só o brinde. Use a calculadora interativa para o seu caso.
Qual é a temperatura ideal?
Entre 4 e 10 °C, conforme o estilo: Moscatel e Demi-Sec a 4–6 °C; Brut a 6–8 °C; métodos tradicionais complexos a 8–10 °C.
Quanto tempo o espumante dura depois de aberto?
Com tampa própria para espumante e geladeira, de 1 a 3 dias mantendo boa efervescência.
Espumante vence?
Não há prazo de validade legal como em alimentos perecíveis, mas há janela ideal de consumo: Charmats e Moscatéis são melhores jovens (1–3 anos da compra); métodos tradicionais aguentam mais. Guardado errado, qualquer um decai.
Espumante pode ser guardado?
Sim, no escuro, fresco e estável. Mas só os métodos tradicionais estruturados ganham algo com anos de guarda — os demais apenas envelhecem (capítulo 15).
Como abrir corretamente?
Garrafa gelada, polegar na rolha, gaiola afrouxada sem soltar, 45°, girando a garrafa — até o suspiro discreto. Nunca aponte para pessoas (passo a passo no capítulo 10).
Qual a diferença entre Charmat e Tradicional?
No Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanque pressurizado (perfil frutado e fresco); no Tradicional, dentro da própria garrafa, com maturação sobre as leveduras (perfil cremoso, com notas de pão e frutos secos).
O que significa Nature?
É a categoria mais seca da legislação brasileira: até 3 g/L de açúcar residual, praticamente sem dosagem.
O que é perlage?
O cordão de borbulhas que sobe na taça. Fino e persistente, é um dos prazeres visuais do espumante.
O Brasil produz bons espumantes?
Sim — o espumante é reconhecido como o produto mais premiado do vinho brasileiro em concursos internacionais, com destaque para a Serra Gaúcha. O frescor da uva colhida em clima de altitude é a assinatura nacional.
Existem espumantes brasileiros com denominação de origem?
Sim: a DO Altos de Pinto Bandeira (2022) é dedicada exclusivamente a espumantes de método tradicional, e a DO Vale dos Vinhedos (2012) contempla espumantes entre seus produtos (capítulo 8).
Qual taça deve ser usada?
A tulipa é a mais versátil; a flute valoriza o perlage em brindes; a taça de vinho branco abre espumantes complexos. A Taça Oficial do Espumante Brasileiro foi desenvolvida especificamente para valorizar o perlage e o perfil dos rótulos nacionais (capítulo 10).
Espumante pode acompanhar uma refeição inteira?
Pode — é um dos poucos vinhos que transita da entrada à sobremesa: comece com um Brut, siga com um método tradicional nos pratos principais e feche com Moscatel no doce.
Existe espumante brasileiro sem álcool?
Sim, em versões 0,0% brancas e rosés — veja a coleção sem álcool do site e a seção 5.10.
Qual espumante é indicado para iniciantes?
Dois caminhos seguros: um Brut de Charmat (seco equilibrado e frutado) ou, para quem prefere doçura, um Moscatel. A partir daí, explore Extra Brut e métodos tradicionais.
Mitos e verdades
Desfaça ideias comuns sobre doçura, métodos, serviço, guarda e qualidade dos espumantes.
“Espumante é somente para comemorações.”
Mito. É um dos vinhos mais gastronômicos e versáteis que existem — acompanha da entrada à sobremesa e transforma uma terça-feira comum. A associação exclusiva com festas é herança de marketing, não de técnica.
“Espumante doce é de qualidade inferior.”
Mito. Doçura é estilo, não defeito. Um bom Moscatel exige uvas aromáticas de qualidade e técnica precisa de interrupção da fermentação. Qualidade se mede pelo equilíbrio, não pelo açúcar.
“Método Charmat é sempre inferior ao método Tradicional.”
Mito. São propostas diferentes: o Charmat preserva fruta e frescor; o Tradicional constrói complexidade. Um Prosecco de tanque bem-feito é melhor que um método tradicional malfeito — sempre.
“Quanto mais borbulhas, melhor.”
Parcialmente mito. O que indica cuidado é a finura e a persistência do perlage, não a quantidade bruta de espuma. E a taça, sua limpeza e a temperatura influenciam muito o que você vê.
“Todo espumante melhora com o tempo.”
Mito. A maioria (Charmat, Moscatel, Prosecco) nasce pronta e perde o encanto com anos de guarda. Apenas métodos tradicionais estruturados evoluem bem — e mesmo eles têm prazo (capítulo 15).
“Espumante combina apenas com sobremesas.”
Mito. É quase o contrário: os secos (Nature a Brut) brilham no salgado, das ostras à feijoada. Só os doces pertencem à sobremesa (capítulo 11).
“Espumante deve ser servido quase congelado.”
Mito. Frio demais anestesia os aromas. Moscatéis pedem 4–6 °C, mas um método tradicional complexo mostra seu melhor entre 8 e 10 °C.
“A colher na garrafa preserva as borbulhas.”
Mito — testado e refutado repetidamente. O que preserva o gás é tampa hermética própria para espumante e geladeira.
“Somente produtos franceses podem ter alta qualidade.”
Mito. Champagne é referência histórica, mas espumantes brasileiros acumulam reconhecimento internacional em concursos e conquistaram, em 2022, uma Denominação de Origem exclusiva para espumantes — a Altos de Pinto Bandeira (capítulo 8). Qualidade não tem passaporte.
“Brut significa totalmente sem açúcar.”
Mito. O Brut brasileiro pode ter de 8,1 a 15 g/L de açúcar — pouco perceptível, mas presente. Totalmente seco é o Nature (até 3 g/L).
“Rosé é necessariamente doce.”
Mito. A cor vem das cascas de uvas tintas, não do açúcar. Há rosés Nature, Extra Brut e Brut — tão secos quanto qualquer branco.
“Moscatel serve apenas para sobremesas.”
Mito. É o rei da sobremesa, sim, mas também acompanha queijos azuis, pratos apimentados, brunches e tardes de calor — e muita gente o aprecia puro, como a taça de boas-vindas.
“Prosecco é o nome de qualquer espumante leve.”
Mito. Prosecco designa, na Itália, uma denominação de origem; no Brasil, historicamente, espumantes da uva Glera. Não é sinônimo genérico de “espumante levinho” (seção 5.7).
